Lendo um post no blog do Willian Justen sobre o que ninguém diz para os inciantes fiquei pensando sobre, afinal, o que eu gostaria de ter ouvido quando comecei?

Bem, gostaria de ter compreendido alguns aspectos os quais explicarei aqui:

Identidade

Quando comecei queria desenvolver o melhor e maior projeto, porém esbarrava em várias complicações, uma das principais era o design, levei tempo para entender que primeiro tinha que compreender vários aspectos do projeto (layout, aplicação, código e principalmente quais os limites destes elementos) para daí sim fazer.

E o que gostaria de ter ouvido sobre isto?

Basicamente como conta Austin Kleon no seu livro Roube como um Artista, se até o seu DNA é o resultado da cópia de 50% dos DNAs dos seus pais, é natural que você comece uma ideia inspirando-se nos seus professores, artistas, mestres que vieram antes de você, comece copiando-os, aprendendo as técnicas, descobrindo os desafios que eles passaram para desenvolver suas técnicas.

Importante aqui saber diferenciar cópia de plágio, cópia é quando você tenta reproduzir algo, plágio é quando você faz uma cópia e atribui a você a autoria daquilo.

Dizendo sim… à você

Outro ponto importante é saber quando dizer não, passei muito tempo tentando entender como dizer não a uma proposta, um job ou uma situação que não me seria agradável ou favorável.

E acreditem esta talvez tenha sido a mais demorada lição de todas para chegar em sua compreensão. E isto aconteceu porque tive que juntar muitas peças para compreender o processo do dizer o não.

As peças

Somando os negativos

Primeiro a compreensão da natureza e aqui vamos entrar um pouco em questões filosóficas, matematicamente falando como se calcula uma subtração?

Bem você pode pensar que seria subtraindo um valor de outro, mas não é bem assim que acontece, você já parou pra pensar que a subtração pode ser uma soma? Sim, se você compreender que números são positivos e negativos, então podemos subtrair somando um número positivo com um negativo.

Seria algo como, (+4) + (-3) = (+1) só que pra facilitar a aprendizagem te ensinaram que seria assim: 4-3=1 (simplesmente removeram os + da equação).

E você deve está pensando o que isso tem em haver com o assunto, né? Calma, vamos para a próxima peça do quebra-cabeças.

O Universo só reconhece o sim

Este foi o mais difícil conceito de compreender, porém é o mais simples, aliás como diz Carlos Castañeda em seu livro The techings of Don Juan, o que é simples não significa que é fácil.

Basicamente aqui se pensarmos como nosso cérebro processa as informações do dizer ou ouvir o não. Bem, indo direto ao ponto, é como na equação matemática acima, a informação é processada, porém o fato de existir um termo “não” presente na frase anula o sentido do próprio “não” fica nulo, é por isso que o emprego deste termo em publicidade é evitado. Pense assim, a ordem fica registrada mas este termo negativo “não” passa nulo.

Unindo estas peças

Podemos agora então comparar a questão do não com a subtração, como disse Stephen Hawkig, Matemática é a única linguagem que temos em comum com a natureza. Faz sentido dizer que o termo “não”, assim como a subtração foi apenas um artifício de aprendizagem.

E o que gostaria de ter ouvido quando comecei sobre isto? Simples, antes de dizer um SIM, pense em quantos NÃOS você terá que dizer para você mesmo.

E lembre-se que o não passa nulo no processamento do seu cérebro, ou seja, antes de falar um sim para um projeto, job ou outra pessoa, pese os “nãos” que virão com este sim, se eles forem mais pesados que os “sims” para você, faça um favor à você, diga SIM para você e fale o NÃO sem culpa.

claudio mendes
           
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